O blog “Privada sem Saída – Autores Reunidos – Versos Diversos” foi criado com o intuito de divulgar a poesia de poetas “desconhecidos”. Aqui, vamos deixar temas para que você, leitor deste blog, possa escrever contos e poesias para publicarmos neste espaço. À todos aqueles que tiverem algo para ser publicado e divulgado, favor enviar para o email “chico.ribas@uol.com.br”. Vamos debater, formar opinião e acima de tudo... divulgar a arte.
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Privada sem Saída - Autores Reunidos / Versos Diversos


Texto Novo

 

 

A Karina é uma nova amiga. Nos conhecemos por conta do espetáculo que eu fazia (Os 120 dias de Sodoma). Ela foi ver algumas várias vezes. Ela me escreveu um texto e eis que divido com todos vocês.

 

O blog dela é: www.ninfadasartes.blogspot.com

 

Quem quiser conhecê-la, passe por lá e por aqui....

 

 

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Somos todos suicidas. Do pior tipo que existe! Nos matamos aos poucos, durante os longos e tediosos anos de nossas vidas. Vivemos cada dia com a esperança de tempos melhores, para termos forças de suportar esse descompasso do mundo. Não vemos sentido na vida e queremos acreditar que ela vale a pena. Trabalhamos como condenados, exaustos, vendemos nossa força em pró de uma sociedade cada vez mais exploradora, destrutiva, egoísta. "Dias melhores virão". Esse é o nosso lema. E assim, vamos suportando a banalidade do homem e vamos morrendo aos poucos. Deixamos para amanhã o inadiável, e esse amanhã nunca chega. E vamos levando a vida com seus momentos de alegria superficiais. Concentimos com um mundo fútil, somos bonecos de uma minoria que se diverte a nossas custas e não fazemos nada para mudar "é a vida...", suspiramos.e assim vamos morrendo aos poucos. Nossos sonhos de criança se desfazem tão cruelmente como bolhas de sabão. Levamos socos atrás de socos, no começo nós batemos também, mas depois de um tempo, paramos de socar e seguimos o fluxo.E assim vivemos. Tristes, vazios, com falsas esperanças. Mentimos para nós todos os dias de nossa tão querida vida. Esquecemos que a contagem para a morte começa no momento em que se corta o cordão umbilical, e ao invés de vivermos no seu mais puro e profundo significado, vamos virando as folhas do calendário, fazendo chá e bolo para quando a morte vier nos visitar. Somos covardes demais para dar o golpe final. O tiro certeiro, o último drink, a punhalada fatal. Esperamos pela morte, como se a culpa não fosse nossa. Afinal todos morrem um dia. Só não percebemos que antes de morrer, primeiro vem a vida. Só que nós não vivemos, nós jogamos a chuteira a cada dia, sem nos darmos conta! Esquecemos que para estar vivo não basta ter um coração pulsante. Aqueles que quase vivem já estão mortos!

 

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Valeu Karina!

 



Escrito por Chico Ribas às 12h55
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