Alguém se suicidou? O Papai Noel. Ah que bom!
Não prometo mais não me afastar daqui. É impossível. Eu sempre me afasto. Ossos do ofício. Ou seria do orifício?
O Otavio Martins acabou de deixar uma imagem em seu blog pra mim. Tudo a ver com esse blog e tudo a ver com as vésperas do Natal.
Aí vai a imagem!

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E então chega ao final dos curtas suicidas. O último texto foi um texto que eu escrevi há um bom tempo e postei no meu blog, um amigo que leu deu a idéia de dar continuidade a esses tgextos, e então o Privada sem Saída passou a existir. Meio que de um jeito um pouco abandonado mas taí.
Vou ver se penso em algo bacana para voltar em 2009 com tudo no blog.
" O menino de 12 anos entra num restaurante desse tipo "fast food". Alguns dos clientes se incomodam com a presença do garoto. Alguns dos funcionários tentam tirar o garoto dali. Ele não pede nada, apenas fica olhando para a imensa televisão que tem naquele restaurante. Em suas mãos uma caixa de papelão onde guardava panos de prato para tentar vender e arrumar um trocado para comer ou se viciar. Aos poucos passa de mesa em mesa mostrando o produto e ver se alguém se interessa e compra. Ele não fala nada, apenas mostra. Deve vender pelo preço que o "cliente" quiser pagar. Atravessa o restaurante inteiro e ninguém ali ao menos sequer olha para a cara do garoto. Dinheiro é lógico que todo mundo tem. Impossível ir a um restaurante sem grana. O garoto faz o caminho de volta do restaurante, se ajeita numa posição onde a maioria possa vê-lo.
Os funcionários continuam servindo as mesas e os clientes continuam comendo, o garoto com uma faca faz um corte em sua garganta. Enquanto isso, do outro lado da calçado, cinco jovens incendeiam um mendigo que dormia tranquilamente naquela noite fria...
Mas relaxem, está tudo sobre controle."
Escrito por Chico Ribas às 18h09
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Sergio Carriel
SUICÍDIO
Quando pensei que poderia escolher como morreria, tinha uma única exigência: Teria que ser quente. Uma grande cama fofa onde meus ossos e músculos, tão velhos, pudessem esquecer deles mesmos, para sempre. Ou num jirau que fosse, mas debaixo de um teto. É muito triste morrer ao relento. A alma levaria o frio da hora derradeira para onde fosse, tornando-se irritadiça e perigosa. Neste tempo era só um menino. Acreditava em almas, céus e infernos. Tentei me matar porque amava a professora de Português. Masquei uma folha de comigo-ninguém-pode. Disseram que matava instantaneamente, mas só cozinhou os meus aparelhos respiratórios e digestivos.
Depois pensei que tinha nenhuma opção. Estava escrito. Morreria. Era a única certeza. Como, se já não importava. Só pedia para que não doesse. Que não fosse demorado e trabalhoso para todos os envolvidos. Em duas ocasiões tomei caixas de calmantes e emagrecedores, mas pedi socorro na última hora. Era como se bichos andassem debaixo de toda a minha pele. Além do que, lavagem estomacal é muito humilhante. E além do terrível olhar de culpa cristã da minha mãe.
Aos quarenta e tantos anos, não tento mais o suicídio. Já que a última experiência foi determinante para que eu escolhesse viver. Passei vinte e um dias sem comer, dormindo o que a rua permitia, sem banho, sem conversa, querendo morrer como se fosse ninguém. Meu corpo já não respondia, mas a vida era avassaladora nele, e principalmente no meu querer. Sou muito forte fisicamente, e suicídio não combina comigo. O que ainda não realizei foi a escrita da carta-despedida perfeita. Ao meu ver, a melhor parte do suicídio, ou a mais bonita. Só não seria se eu fosse escritor japonês, cometesse harakiri e me chamasse Mishima.
Escrito por Chico Ribas às 17h04
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UFA!
Ok... ando afastado daqui.
Motivos?
A vida anda corrida. Muitas coisas para fazer e quando sobra tempo falta vontade para por algumas coisas em dia.
Tenho visto o mundo de cabeça para baixo.
Tenho olhado, tenho vivido, tenho respirado, tenho me decepcionado com os outros e comigo mesmo.
Mas estou aqui... vivo, me suicidando apenas em poesia.
Heitor Jr colocou em seu blog um poema da Clarice e dedicou a este humilde suicida. Vou colocá-lo aqui, ao lado de uma de suas imagens e ao lado de mais um novo poema suicida.
Divirtam-se por aqui.
(Heitor Jr)
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DO BLOG DO HEITOR
"Gosto dos venenos os mais lentos, As bebidas as mais fortes, Dos cafés mais amargos, E os delírios mais loucos. Você pode até me empurrar de um penhasco que eu vou dizer: E daí eu adoro voar."
Clarice Lispector
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O ROCK DE UM CANTOR - (segunda poesia suicida da minha mãe)
O rock que na guitarra ele curtia No meio de acordes e fantasias Era o sonho de uma erva verde e colorida Que para sua mente era ponto de partida. O rock que na guitarra ele curtia Era agressão e fuga do mundo em que vivia Esquecendo que da canção se faz poesia Entregou-se todo nas mãos de uma erva daninha. O rock que na guitarra ele curtia Durante algum tempo na parada ficou Até o dia que sua mente cansada Com um tiro no peito seu corpo dilacerou. O rock que na guitarra ele curtia Era apenas uma simples companhia Para um alguém com dor no coração Tentando esconder uma triste frustração.
Escrito por Chico Ribas às 20h49
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Sujeira de anjo
(Danilo Amaral)
Ontem limpei o sapato sujo de festa e fui me encontrar com Deus. Descobri que a noite os anjos vendem flores e que é fácil reconhecer um anjo. Eles têm rosto de anjo que acabou de tirar a tinta do rosto. Sim, porque anjos usam tinta branca no rosto. Quando estão tristes, ficam embaixo de árvores e falam com Deus. Me fez falar com Deus e descobri que ele dança. Não os anjos. Deus. Nem todos os anjos gostam de festa. Dei carona para um anjo que tinha acabado de guardar suas asas na mochila e percebi que o combustível do carro não diminuía. Isso porque quando você está com um anjo o tempo congela. Fica tudo branco como cristais de sal refinado. Anjos contam piadas tão engraçadas que até machucam a barriga. Anjos possuem uma riqueza infinita de seis reais e trinta e sete centavos e um cheiro engraçado de ar-condicionado que te faz pensar em poesias verde. E elas não saem por um longo tempo da sua cabeça, só mudam de cor. Ontem me encontrei com um anjo que se matou porque era anjo e queria ser humano. E eu que queria ser um anjo, me matei como humano. Mas não morri. Não morri porque tinha me encontrado com Deus, e quando se encontra com Deus não se morre. Voltei para casa com o sapato sujo de anjo e de Deus, e não limpei outra vez.
Escrito por Chico Ribas às 16h10
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Texto Novo
A Karina é uma nova amiga. Nos conhecemos por conta do espetáculo que eu fazia (Os 120 dias de Sodoma). Ela foi ver algumas várias vezes. Ela me escreveu um texto e eis que divido com todos vocês.
O blog dela é: www.ninfadasartes.blogspot.com
Quem quiser conhecê-la, passe por lá e por aqui....
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Somos todos suicidas. Do pior tipo que existe! Nos matamos aos poucos, durante os longos e tediosos anos de nossas vidas. Vivemos cada dia com a esperança de tempos melhores, para termos forças de suportar esse descompasso do mundo. Não vemos sentido na vida e queremos acreditar que ela vale a pena. Trabalhamos como condenados, exaustos, vendemos nossa força em pró de uma sociedade cada vez mais exploradora, destrutiva, egoísta. "Dias melhores virão". Esse é o nosso lema. E assim, vamos suportando a banalidade do homem e vamos morrendo aos poucos. Deixamos para amanhã o inadiável, e esse amanhã nunca chega. E vamos levando a vida com seus momentos de alegria superficiais. Concentimos com um mundo fútil, somos bonecos de uma minoria que se diverte a nossas custas e não fazemos nada para mudar "é a vida...", suspiramos.e assim vamos morrendo aos poucos. Nossos sonhos de criança se desfazem tão cruelmente como bolhas de sabão. Levamos socos atrás de socos, no começo nós batemos também, mas depois de um tempo, paramos de socar e seguimos o fluxo.E assim vivemos. Tristes, vazios, com falsas esperanças. Mentimos para nós todos os dias de nossa tão querida vida. Esquecemos que a contagem para a morte começa no momento em que se corta o cordão umbilical, e ao invés de vivermos no seu mais puro e profundo significado, vamos virando as folhas do calendário, fazendo chá e bolo para quando a morte vier nos visitar. Somos covardes demais para dar o golpe final. O tiro certeiro, o último drink, a punhalada fatal. Esperamos pela morte, como se a culpa não fosse nossa. Afinal todos morrem um dia. Só não percebemos que antes de morrer, primeiro vem a vida. Só que nós não vivemos, nós jogamos a chuteira a cada dia, sem nos darmos conta! Esquecemos que para estar vivo não basta ter um coração pulsante. Aqueles que quase vivem já estão mortos!
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Valeu Karina!
Escrito por Chico Ribas às 12h55
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Novidade na parada
Ae galera. Ando meio afastado de tudo um pouco. Estou ensaiando uma nova peça e tenho que decorar o texto. Pra quem não sabe (e é bom que fique sabendo), eu tenho uma dificuldade enorme em decorar.
Mas vou tentar “manter” a ordem por aqui. O novo conto é do Otávio Martins. Ele me escreveu um segundo texto e é simplesmente surpreendente. Vale a pena conferir.
Apreciem!
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“Orkuticídio
Decidiu cair fora.
Demorou tanto tempo pra entrar, resistiu bravamente ao convite de 77 pessoas próximas, e por fim aceitou.
Encontrou vários amigos, os 77 iniciais.
76, porque um já havia saído por falta de tempo.
Depois, começou a visitar as listas de amigos dos 76, e achou mais 45.
Em uma semana, 219 pessoas amigas!
Quem disse que era um cara sozinho?
Alguns desconhecidos apareciam.
Estranhava aqueles caras sem camisa, mas adicionava.
Muitas gatinhas com carinhas sexy, adicionava.
De repente, uma enxurrada de gente nova.
O que mais chamava a atenção era o número de mulheres com mais de cinqüenta anos e oitenta quilos, todas posando de gatinhas e mandando orações e anjos.
O mundo é esquisito, pensava.
E adicionava.
Vieram então as comunidades.
Um mês depois de entrar, fazia parte de 147 comunidades, 818 amigos, 13 cantadas, 76 orações, 59 imagens de anjinhos, 5 testemunhais de gente que ele nunca viu, 1542 mensagens, sendo 127 de menções a sexo e sacanagem.
O ser humano só é sozinho se quer, pensou.
No segundo mês, passou a selecionar as pessoas, pra não ter que abrir outro perfil.
Das 999 pessoas, 289 eram fãs, e dessas ele conhecia apenas 11.
Dos 77 amigos iniciais, apenas 11.
Os ainda fãs.
Foi acometido de uma terrível sensação de vazio.
Aquelas senhoras peitudas, aquelas vadias exibidas, aqueles caras sem camisa, aqueles álbuns de gente feliz, aquela gente que mostrava pra onde viajava, aquele monte de gente feia e linda, tudo aquilo se transformou numa tortura.
Ao todo, conseguiu comer 4 daquelas mulheres em encontros.
Todas feias.
Foi ficando paranóico.
Precisava desligar, mas a cada dia uma nova possibilidade de amigo, uma nova fã, a cada semana um novo testemunhal.
Conheceu Clarice, que trabalha na livraria Cultura.
Clarice tem ciúmes das amizades de orkut.
Ela também tem orkut, mas são só 346 amigos.
E todos conhecidos.
Foi ficando triste.
Teria que dizer adeus.
Entrou no orkut pela última vez.
Mandou uma mensagem de adeus.
Apertou o delete profile.
Na seqüência, deu três tiros em Clarice.
Depois pulou do 14° andar.
de anjinhos, 5 testemunhais de gente que ele nunca viu, 1542 mensagens, sendo 127 de menções a sexo e sacanagem.
O ser humano só é sozinho se quer, pensou.
No segundo mês, passou a selecionar as pessoas, pra não ter que abrir outro perfil.
Das 999 pessoas, 289 eram fãs, e dessas ele conhecia apenas 11.
Dos 77 amigos iniciais, apenas 11.
Os ainda fãs.
Foi acometido de uma terrível sensação de vazio.
Aquelas senhoras peitudas, aquelas vadias exibidas, aqueles caras sem camisa, aqueles álbuns de gente feliz, aquela gente que mostrava pra onde viajava, aquele monte de gente feia e linda, tudo aquilo se transformou numa tortura.
Ao todo, conseguiu comer 4 daquelas mulheres em encontros.
Todas feias.
Foi ficando paranóico.
Precisava desligar, mas a cada dia uma nova possibilidade de amigo, uma nova fã, a cada semana um novo testemunhal.
Conheceu Clarice, que trabalha na livraria Cultura.
Clarice tem ciúmes das amizades de orkut.
Ela também tem orkut, mas são só 346 amigos.
E todos conhecidos.
Foi ficando triste.
Teria que dizer adeus.
Entrou no orkut pela última vez.
Mandou uma mensagem de adeus.
Apertou o delete profile.
Na seqüência, deu três tiros em Clarice.
Depois pulou do 14° andar.
Escrito por Chico Ribas às 18h09
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Quando eu me tornei Artista
(David Cejkinski)
Tudo parte no centro da cidade. Quando de noite me encarei no espelho e vi a cidade refletida sobre mim percebi que o natural das coisas no centro de tudo é a partida. Sinto-me como uma sala de espera, me entrego a todas as preocupações de vida: carreira, amigos, família, tudo passa e abandona, a natureza da vida é a morte. Vejo de longe as luzes que sentem falta de tudo que não é mais presente. Como já disseram a saudade é a fome de presença e a presença nada mais é que um momento preste a morrer.Tem cheiro de morte no centro da cidade, tem jeito de morte repetida, o abandono faz das ruas um monumento de descaso. Sentado na minha própria sala de espera me debruço sobre este exercício de perda. Perder é natural de vida.E no centro da cidade a perda é evidente no centro da questão, se as ruas são vazias no verão é por que a ausência preenche os prédios mortos de seus escritórios. O centro da cidade é trabalho e trabalho é ensaio de espera. Faz frio no verão, nada você pode saber disso, não vejo nada de engraçado no centro da cidade e isso me faz ficar pleno de uma coisa que se ausenta em um lugar qualquer, já que tudo na cidade é para ser usado e abandonado. Essa montanha russa de espera e morte faz da vida um precipício azul gostoso de se atirar. No apartamento essa adrenalina é evidente já que é onde o precipício aflora essa dor gostosa de vida.O mar de prédios, seguidos do entardecer, a lembrança nos ladrilhos claros de vida, a calçada.
Tomo o meu café, a nicotina me faz uma menina corajosa e malvada. Quero fazer um quadro gostoso de morrer no chão, quero fazer um quadro de ausência plena e que não deixe duvida para qualquer critico colocar em questão. A arte faz parte natural da perda, a arte é algo que só faz sentindo quando é deixado para a eternidade. O corpo da arte não aceita a morte. Por isso na arte qualquer um é imortal.Achei corajoso pintar um quadro de morte no centro da cidade em plena avenida São João.Tudo me permitia aquele ensaio de perda, só vi certeza em concretizar aquele momento de arte.Como seria bonito o sangue pintando asfalto, o asfalto pintando o meu rosto que pinta a morte que horroriza os pedestres que se eterniza na arte.Este momento vale minha sala de espera. A gilete desenhou na minha barriga: Agora sou um artista. E nessa certeza de arte me estamparam na primeira pagina do jornal de domingo com suspeita de suicídio, tolos nada eles entendem de arte moderna.
Escrito por Chico Ribas às 19h12
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Aviso de Falecimento
(Paulo Ribeiro)
Enquanto teimava em sonhar… a paixão o enlouqueceu em devaneios.
Eram sensações tão reais, capazes de lhe proporcionar o calafrio da água, que nunca viu um raio de sol, e o calor de um abraço descongelante.
No delírio que o perdeu : febre, frio, suor e... uma amostra grátis de felicidade.
O coitado não suportou! Bastou acordar e sentir seu coração bater. Disparado, pulsava insistentemente, e à revelia de quem não quer viver. Numa vitalidade irritante!
De sua carne quente permitiu escoar sua gélida alma. Como quem escapa de uma jaula real, uma gaiola de ossos e músculos. De passagem, seu fantasma, percebe o desenho externo do corpo, como um véu fino que percorre e sacaneia a topografia moribunda... com a pressa de quem foge mas não pretende ir a lugar algum.
Com a notícia ruim, "daquelas que correm rápido", diziam :
- Morreu de sonhar!
Escrito por Chico Ribas às 19h51
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Voltando
Ae galera. Dei uma sumida nessas férias mas estou de volta. O blog está um pouco atrasado mas vou ver se dou uma agilizada por aqui.
Vou começar o ano com meu amigo Sérgio Carriel. Vale a pena conferir. O cara é foda.
Divirtam-se!
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" Suicidas Admiráveis
MISHIMA - Acredita-se que ele tenha preparado seu suicídio por um ano.
JESUS - "Meu Pai me ama porque tenho poder de dar minha vida e voltar a tomá-la".
HOMENS-BOMBAS- “Alá” esperando ou “donzelas” acompanhando o transcurso da vida para além da eternidade,
MAIAKOVSKI- “nesta vida, morrer não é difícil / o difícil / é a vida e seu ofício”
SANTOS DUMONT-“Tenho pedido que não voem à minha chegada. Quantas vidas sacrificadas por minha humilde pessoa...”.
HEMINGWAY- “- Para te dizer a verdade, filha, os psicanalistas metem-me medo, por ainda não ter encontrado um que tivesse sentido do humor.
VIOLETA PARRA – “ Fui dormir.”
FLORBELA SPANCA - A morte pode vir quando quiser: trago as mãos cheias de rosas e o coração em festa
PAGU - “Uma bala ficou para trás, entre gazes e lembranças estraçalhadas”
1) o egoístico, no qual o indivíduo se afasta do conjunto dos seres humanos;
2) anômico, produto da convicção de que as normas do mundo social deixaram de estar em harmonia com os valores e crenças do indivíduo;
3) altruístico, cometido por extrema lealdade a uma determinada causa, como é o caso
dos homens-bomba palestinos na luta contra Israel e dos “kamikases” japoneses pilotando aviões para atingir determinados alvos, durante a segunda guerra mundial."
Escrito por Chico Ribas às 20h05
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Explicações
Venho aqui para explicar o motivo da minha ausência. Todas as poesias que me enviam eu coloco numa pasta especícifa no meu computador. A questão é que eu estou de férias na minha cidade natal (interior de São Paulo).
Estou sem elas (as poesias).
Quando minhas férias acabarem e eu voltar a minha querida e agitada cidade adotiva, volto com o blog.
Desde já deixo minhas desculpas!
Escrito por Chico Ribas às 01h10
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"Ohhh Tavio"
O Otavio Martins é um ator. Um grande ator. Daqueles que prendem a sua atenção tamanho é o talento e a emoção dele em cena.
O Otavio é um diretor. Um grande diretor. Daqueles que te surpreendem com tantas idéias geniais... e ser genial, nem sempre é ter idéias impossíveis e complicadas de se realizar. A genialidade está nas coisas simples de ser e fazer.
O Martins é um dramaturgo. Um grande dramaturgo. Daqueles que te dão um soco na cara com palavras bem colocadas e amortecidas com um universo poético incrível.
Mas acima de tudo, o Otavio é um amigo. Um grande amigo. Daqueles que você vai conhecendo aos poucos mas que de cara você já fica apaixonado pelo carisma e carinho do cara.
O conto suicida de hoje é dele. E na boa... o cara escreveu um puta conto.
Grande Otavio.
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Conto do Cú
Acordou e olhou pela janela: o mundo está uma merda.
Ônibus atropelando carros, que atropelam motos, que atropelam pedestres, que atropelam camelôs, que atropelam a passagem, que atropelam as ruas, que entopem as cidades, que invadem os países, que poluem o mundo, que morre a cada dia pela poluição, que vem das chaminés das fábricas, do horror das queimadas, do cano de escapamento dos ônibus que atropelam os carros. Decidiu: o mundo está uma merda.
Procurou uma faca.
Todas sem fio.
Procurou fios de eletricidade.
A conta tinha sido cortada.
Pensou em pular pela janela, mas ninguém morre ao pular do primeiro andar.
E ainda tinham as grades.
O gás.
Cortado.
No banheiro, só aspirina.
Genérica.
E só uma.
Gilete?
Nenhuma.
Barba de três semanas.
Na mesa, apenas pão Pullman, bananas, cebolas.
Na geladeira, as três latas de cerveja de ontem à noite.
E uma garrafa com água de torneira pela metade.
O mundo está uma merda.
Decidiu morrer pelo cú.
Se era pra morrer na merda, ia morrer pelo cú.
Comeu o saco de pão Pullman com as bananas.
Todas as oito.
Depois, enfiou cada uma das quatro cebolas no rabo.
Na dor, sorria.
O mundo é uma merda.
Bebeu as três latas de cerveja, e as malditas cebolas davam sinal de querer sair.
Enfiou então a garrafa d´água.
Depois surtou.
Enfiou as almofadas do sofá, as contas, o chuveiro, o colchão de solteiro, o abajur, os lençóis que serviam de cortina, as angústias, os pés da mesa, as dívidas, o tampo da mesa, o sofá, as fotos, os diplomas, o telefone, o prestobarba usado, o desodorante.
De repente, um pum.
Escrito por Chico Ribas às 15h13
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Voltando ao suicídio
Andei com alguns problemas de horário e devido a isso acabei me ausentando das histórias suicidas, porém agora temos um blog só para publicarmos esses contos e poesias. Todos os outros contos que foram publicados no meu blog pessoal, já foram transferidos para o
“ Privada sem Saída...”
Hoje retomo as atividades suicidas (no sentido poético da coisa).
Deixo vocês então com o precipício de Andréa Camargo
Apreciem sem nenhuma moderação e por favor, ajudem a divulgar o novo blog.
Obrigado!
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Andréa Camargo
A luz continua cortada, minha geladeira virou lixo de comida podre e a única certeza é que a chuva vai chegar ao chão.
Agora será algo mais do que arranjos de palavras.
A gente não quer só dinheiro, a gente quer inteiro e não pela metade. Não quer só dinheiro, a gente quer inteiro e não pela metade. A gente quer inteiro e não pela metade. Inteiro e não pela metade. Não pela metade Metade... .... ...ade...us
."
Escrito por Chico Ribas às 12h46
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Heitor JR
"Elas se cruzavam quase todo dia, Saiam da adolescencia, Moravam na mesma rua E tinham um amigo em comum Apaixonado pelas duas.
Mas tinham muito mais em comum
Elas não se falavam Passavam uma pela outra e se olhavam, rápidas, tímidas, covardes Se encontravam às vezes, um bar, alguma festa.
Se olhavam sempre à distância querendo se aproximar se conhecer se falar
Me conta da tua vida? A que horas você acorda? Gosta de mostarda?
Era Reveillon e tinha uma festa Era na casa do amigo apaixonado
Uma foi com um vestido longo, umas sandálias douradas A outra, os cabelos bem curtos e bem pretos Todos beberam muito Todos enlouqueceram muito
No dia seguinte, ressaca, objetos perdidos A de vestido longo não encontrou em canto algum as sandálias douradas.
Era um novo ano e os dias tinham pressa A de cabelos bem curtos os tinha agora bem crescidos.
Ela acordou um dia bem cedo, comeu um cream-cracker foi até a janela, olhou o céu e pulou.
Vestia apenas as sandálias douradas."
Escrito por Chico Ribas às 20h39
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Despedida
(Éllio Mendes)
Ele estava deitado sobre a grama verde
Seu corpo nu, alvo, franzino, dormia feito um anjo à luz da lua
Deslizei minhas mãos sobre sua pele delicada e fria
Doce perfume de pétalas de rosa
Olhei a montanha ...um precipício
Abracei -me
Já era hora, tinha que ir
...vieram antes do nascer do sol
Beijei -me
Adeus
Escrito por Chico Ribas às 20h38
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“Sumo
(Cecília Grossl)
Suicidei-me
Cedo
Sem demora
Pra ceder
Ao seu desejo
De pra sempre
Me mandar
Embora ”
Escrito por Chico Ribas às 20h37
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